Luminárias recicladas


Muito criativo!.Já sei o que fazer com os meus tênis velhos...

Diego Andrez e os designers do Projeto Reconstruções mostram que é possível ser criativo e belo reaproveitando


Utilizar materiais reciclados para a criação de novos produtos é uma alternativa muito interessante para a realidade contemporânea e cumpre duas funções básicas: reduzir a quantidade de materiais jogados fora e educar a sociedade, ao mostrar que muito do lixo pode ser reutilizado.

Diego Andrez inspirou-se na imagem, comum nas cidades, de tênis entrelaçados nos fios de eletricidade
Diego Andrez inspirou-se na imagem, comum nas cidades, de tênis entrelaçados nos fios de eletricidade


Luminária Afaste-se, feita por Diogo Andrez com placa de rua e arame farpado
Luminária Afaste-se, feita por Diogo Andrez com placa de rua e arame farpado

Aproveitamento de velhas rodas de bicicletas, por Diego Andrez
Aproveitamento de velhas rodas de bicicletas, por Diego Andrez

Luminária 1L de Luz, garrafa de vidro e dissipador de calor. De Paulo André Silva, Laís Nagaishi e Mariana Cavalcante, Projeto Reconstruções
Luminária 1L de Luz, garrafa de vidro e dissipador de calor. De Paulo André Silva, Laís Nagaishi e Mariana Cavalcante, Projeto Reconstruções

Na luminária torneira, Andrez descontextualiza uma simples torneira para ter luz pontual
Na luminária torneira, Andrez descontextualiza uma simples torneira para ter luz pontual

Penso Logo Acendo, luminária de tubos e conexões que conduziam água. Autor: Paulo André Silva, Projeto Reconstruções
Penso Logo Acendo, luminária de tubos e conexões que conduziam água. Autor: Paulo André Silva, Projeto Reconstruções


A embalagem do perfume 212 Carolina Herrera inspirou a Lumini 212. De Gabriela Melo, Luciana Backsman e Manoela Costa, Projeto Reconstruções
A embalagem do perfume 212 Carolina Herrera inspirou a Lumini 212. De Gabriela Melo, Luciana Backsman e Manoela Costa, Projeto Reconstruções

  
Aproveitamento de velhas rodas de bicicletas feito por Diego Andrez

   Esta segunda função é a que mais valorizo e gostaria de compartilhar com vocês. Todo dia jogamos fora mais de 1 kg de materiais considerados lixo. Isso mostra a nossa incompetência e falta de compromisso e respeito pelo meio ambiente. Valores que a sociedade contemporânea tem que mudar rapidamente.

Para ilustrar estes conceitos apresento para vocês dois projetos que têm por objetivo transformar materiais alternativos e descartados em luminárias. O mais interessante é que, seguramente, os participantes destes dois projetos não se conhecem uma vez que um dele é realizado como atividade de extensão no curso de design da Universidade do Estado do Pará e o outro é de um designer de São Paulo.

Isso mostra que muitos dos problemas contemporâneos são iguais, ou pelo menos similares, para grande parte das cidades brasileiras e o envolvimento de todos é que fará diferença.
Aproveitamento de velhas rodas de bicicletas feito por Diego Andrez

O designer Diego Andrez desenvolve luminárias interessantes com propostas inusitadas a partir de materiais alternativos, reciclados, descartados e garimpados, que em princípio não seriam matéria-prima. Curioso, detalhista, indignado e com uma visão sempre distorcida e expressiva, ele se utiliza de conhecimentos técnicos e artísticos para criar luminárias como peças de arte, que quase sempre fogem do óbvio.

O trabalho de perceber novas opções de materiais, peças, texturas, cores e contextos fica claro no caso das Lumicicletas e das Torneiras, produtos que, a princípio, não teriam qualquer relação com a iluminação residencial. O interessante das Lumicicletas é que além da distorção do convencional, as partes tortas de cada roda dão uma fluidez agradável para cada obra.

“Nunca tive, quando criança, uma educação hiperrígida, sempre questionei tudo ao meu redor, a falta de repostas me indignava. Dessa forma, hoje busco questionar conceitos e alterá-los sob meu ponto de vista”, diz Andrez.

As luminárias desenvolvidas com peças e materiais únicos, garimpados, comprados ou encontrados com base numa inspiração da arte pela arte, pelo simples prazer de ver um conceito imaginário ao alcance das mãos, também mantém as características e valores artísticos e artesanais, mas passíveis de serem repetidas em pequena ou média escala, bem como séries limitadas.
As matérias-primas mais utilizadas são tubos de metal, madeira e plástico, materiais ou objetos descartados e reciclados, principalmente aqueles advindos de peças triviais urbanas tiradas de suas funções naturais do dia a dia.

Ecodesign criativo
Outro designer que trabalha no fomento de ações para a transformação de antigos objetos em lindos produtos, Maécio Monteiro, pós-graduando em Responsabilidade Socioambiental Coorporativa pela Universidade do Estado do Pará (Uepa) e idealizador do Projeto Reconstruções. Criado durante o curso de design ele estimula a criação de novas peças reaproveitando, transformando e reutilizando materiais que seriam descartados no lixo, por meio do ecodesign.

“A ideia é utilizar esse último elo da cadeia produtiva, o descarte, que é muito danoso ao meio ambiente, e reverter isso, iniciando um novo ciclo através da reutilização”, diz Monteiro. Por exemplo, um liquidificador virou som, canos de PVC retorcidos deram origem a uma luminária e uma bolsa se transformou em roupa.

Durante um mês, alunos de design, arquitetura e moda participantes do projeto se reuniram para arrecadar todo tipo de produtos. A partir dos objetos doados “reconstruiu-se” a peça, dando novos usos. “O projeto influenciou diretamente na nossa criatividade e nos motivou a não ver o óbvio, mas enxergar através do óbvio”, diz a aluna de design Alba Rocha, participante do grupo.
Luminária Ampolas, de Marina Castro, feita com garrafas recicladas, mangueira luminosa, ferro e arame recozido. Projeto Reconstruções

FONTE:IG

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS

1 comentários:

Joyce Italiano disse...

Show, seu site és show!!!

Postar um comentário